Investigadores aguardam para esta terça-feira o resultado da autópsia na menina de 11 anos que desapareceu misteriosamente de sua casa em Stewartstown, no Estado americano de New Hampshire. Após uma semana de buscas, o corpo de Celina Cass foi encontrado na segunda-feira no rio Connecticut, perto de sua residência, onde vivia com a irmã mais velha, a mãe e o padrasto.
Celina foi vista pela última vez brincando no computador às 21h do dia 25 de julho. Na manhã seguinte, ela estava desaparecida. As autoridades descreveram a morte como suspeita. Segundo a polícia, não havia nenhum sinal de briga, nenhuma indicação de que tenha sido levada ou de que tenha fugido com alguém.
"Estamos todos muito abatidos", disse Jeffrey Pettit, pai de Kaylin, amiga de Celina, logo após o descobrimento do corpo próximo a uma usina hidrelétrica na beira do rio. Mais de 100 agentes federais, estaduais e municipais participaram das buscas e realizam perícias em uma área a quilômetros de distância da residência, investigando casas, bosques e lagos.
Meios de comunicação locais noticiaram que o padrasto de Celina foi levado para um hospital na segunda-feira. O homem foi encontrado na garagem da família, fazendo gestos estranhos, informou a MSNBC. Em 2003, Noyes foi levado para um hospital em Concord após invadir a casa da namorada no meio da noite e jogá-la escada abaixo, segundo documentos judiciais. Um juiz declarou que Noyes sofria de esquizofrenia paranoica.
O desaparecimento de Celina Cass mobilizou as equipes de emergência na região. O FBI trouxe agentes de Nova York, Pensilvânia e Virgínia, além de uma equipe especializada em raptos de crianças para participar da investigação. "Nós trouxemos Celina de volta para casa, obviamente não da forma como queríamos", afirmou a investigadora Jane Young.