Dando continuidade às discussões sobre a reconstrução das cidades atingidas pela enchente do ano passado, nesta segunda (02), os prefeitos se reuniram no Ibama, com diversos representantes de órgãos públicos para avaliar as questões ambientais e para estabelecer as normas para a reconstrução das cidades. A preocupação é que as áreas de risco não voltem a ser habitadas.

A área de proteção ambiental foi o foco da reunião, os técnicos do Ibama alertaram os prefeitos sobre a necessidade de preservar numa distancia de 50metros o leito do rio. “O Ibama só pode atuar nas áreas de proteção ambiental construídas a menos de 5 anos. Nas áreas antigas que ainda estão construídas só a Defesa Civil pode atuar, caso verifique ser de risco”, afirmou Felipe Tenório, analista ambiental.

O procurador da república Bruno Maior Ribeiro entregou recomendações para as três esferas do governo: federal, estadual e municipais, para a retirada das famílias desses locais. “O prazo dado é de nove meses, é preciso fazer um impacto ambiental, delimitar as áreas de risco e retirar essas famílias, afirmou o procurador.

Para o vice-presidente da AMA, Palmery Neto, é preciso analisar bem a situação de cada município, pois as áreas construídas a mais de cinco anos, consideradas áreas urbanas consolidadas, não podem ser demolidas. “Muitos municípios tem todo o seu comércio e até prédios públicos e igrejas na beira do rio. Seria como reconstruir a cidade por completo e não apenas o que foi destruído. É preciso analisar a necessidade de demolição de áreas que não foram destruídas”, afirmou o prefeito.