A carência de leitos em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a alta demanda de casos clínicos foram apontadas como as principais dificuldades do Hospital Geral do Estado (HGE) durante visita à unidade hospitalar de representantes dos conselhos Federal e Regional de Medicina de Alagoas nesta quinta-feira (28).

 

Segundo o diretor do HGE, Carlos Alberto Gomes, o hospital foi programado para atender aos casos graves de urgência e emergência, mas apesar disso presta assistência a todos os pacientes que procuram a unidade. “Funcionamos acima de nossa capacidade, por isso temos que criar leitos alternativos no corredor. Esse excesso de pacientes poderia ser controlado se o programa Saúde da Família funcionasse melhor, com assistência preventiva nas comunidades”, lembrou.

 

Para Roberto d’Ávila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), as condições da assistência encontradas no HGE não são diferentes das de outros estados do País. “Quando há pacientes além da capacidade de atendimento, a assistência, com certeza, será comprometida. Esse é um problema muito acima da esfera do hospital geral, estamos tratando de gestão e financiamento do SUS”, afirmou.

 

De acordo com ele, as unidades de prontoatendimento do interior precisam ser mais atuantes para desafogar o atendimento no HGE. “É inegável que o hospital está bastante cheio, mas não vimos pacientes no chão como é comum em outros hospitais. Os médicos que atuam aqui têm sobrecarga de trabalho, por isso o conselho realiza estas visitas periódicas para avaliar e propor melhorias”.

 

Fernando Pedrosa, presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), informou que a grande quantidade de pacientes dificulta a qualidade no atendimento. “Apesar dos problemas, o hospital é o único que está preparado e equipado para atender aos casos graves de urgência e emergência”.