Vanya Amokovareva, 22 anos, e Ralitsa Dzhambazova, 23, descobriram para sua surpresa que seu apartamento alugado em Tampa, Flórida, tinha câmeras de vídeo instaladas nos detectores de fumaça. As duas estudantes de intercâmbio, originárias da Bulgária, disseram não saber quem poderia ter instalado o equipamento. A poícia ainda investiga quem são os culpados.
As duas amigas chegaram aos Estados Unidos para um programa de intercâmbio profissional durante o verão há mais de dois meses, tempo em que imaginam estar sendo espionadas. Os detectores de fumaça pareciam equipamentos normais, o que não levantou suspeitas nas duas Búlgaras, exceto por cabos que saíam dos aparelhos e entravam por debaixo dos carpetes do apartamento.
Quando finalmente imaginaram se tratar de alguma coisa diferente de um simples detector de fumaça, as duas decidiram seguir a fiação até um armário trancado. Após arrombar a fechadura, encontraram uma estação de controle de circuito interno de TV ligada a um roteador sem fio. Sem explicar porque demoraram tanto a investigar os cabos ou porque decidiram investigá-los agora, as jovens entraram em contato com a polícia assim que descobriram a estrutura que as monitorava.
Câmeras no banheiro, direcionadas para o chuveiro, além de outras em outras áreas da casa, monitoravam os movimentos das duas durante toda a estadia delas. Segundo o relatório da polícia local: "as câmeras pareciam detectores de movimento ou um sistema de detecção de fumaça a primeira vista. Detetives irão tentar descobrir se o sistema estava ativo". Os investigadores ainda não sabem afirmar se as imagens eram gravadas ou observadas de um local mais afastado.
"Isso é terrível. Nunca esperei algo como isso acontecendo comigo e com minha amiga", disse Ralitsa Dzhambazova a uma estação de TV local. "Só viemos passar o verão nos Estados Unidos e trabalhar aqui".