Nesta quarta-feira (27), o secretário de Estado da Articulação Social, Claudionor Araújo, técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA), e da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) visitaram o assentamento Flor do Bosque, no município de Messias. Na oportunidade, foi realizada reunião com lideranças da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para conhecer as demandas da região e fazer um levantamento das principais solicitações da comunidade.
A visita reforça o compromisso do Governo do Estado com os assentados do assentamento Flor do Bosque e com a CPT. Em reunião, foi discutido soluções para as principais demandas apresentadas pelos trabalhadores na semana passada, em encontro no Palácio Floriano Peixoto.
No encontro da semana passada, a CPT solicitou mapeamento fundiário da região do Flor do Bosque; liberação de mudas de plantas frutíferas; casa de farinha; regularização de áreas; água potável e construção de açude para criação de peixes. Após o levantamento feito in loco nesta quarta-feira, cada uma das solicitações será levada pelos técnicos ao governador Teotonio Vilela, que avaliará as possibilidades de atendimento.
O encontro permitiu ao secretário Claudionor Araújo e aos técnicos do governo o melhor conhecimento da realidade local e um mapeamento de áreas aproveitáveis para a fruticultura, considerada a principal fonte de renda do assentamento.
“A presença dos técnicos do governo na região reforça o compromisso do governador Teotonio Vilela com os movimentos de trabalhadores rurais, pois a partir desta visita já é possível fazer um levantamento do que é mais adequado para melhorar a qualidade de vida dos assentados”, destacou o secretário Claudionor Araújo. “Não falta apoio do governador aos movimentos e um diálogo franco e aberto para conhecermos suas solicitações”, reforçou o secretário.
Durante a visita, técnicos da Seagri localizaram as áreas que podem ser utilizadas pelos trabalhadores rurais do assentamento para a fruticultura a curto e médio prazos. Segundo o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Hibernon Cavalcante, culturas definitivas de goiaba, frutas cítricas, banana e graviola e cultura temporária de abacaxi são algumas das fontes de renda viáveis para os trabalhadores do Flor do Bosque.
“Avaliamos aqui experiências possíveis, o que pode gerar resultados nesta região, levando em consideração localização, condições climáticas e área disponível. A partir das demonstrações, a produção daquilo que for mais viável vai se tornando definitiva”, explicou Hibernon Cavalcante.
Cavalcante também destacou que, em 30 anos, nunca se registrou em Alagoas umas distribuição de mudas frutíferas maior do que a do atual governo. Já são 300 mil mudas de banana e 500 mil, distribuídas para pequenos e médios produtores, inclusive em assentamentos.
O coordenador da CPT em Alagoas, Carlos Lima, avaliou a visita dos representantes do governo como sendo bastante favorável e aproveitou o encontro para expor as principais solicitações do assentamento.
“Queremos diversificar a produção agrícola para que o trabalhador tenha renda não só para manter sua família, mas para garantir a manutenção da atividade. Já conseguimos com a nossa produção melhorar a qualidade de vida das nossas famílias. O outro passo agora é manter a atividade e com a ajuda do Governo do Estado entendemos que nossas ações servirão para influenciar outros assentamentos”, destacou o coordenador da CPT.
“Esta visita nos permitiu conhecer a opinião técnica e o suporte político que o Governo do Estado pode oferecer para realizarmos ações em benefício dos assentados do Flor do Bosque e de outras regiões”, enfatizou Carlos Lima.
Maria Cavalcante, técnica agropecuária assentada em Flor do Bosque, reforçou o pedido de mudas frutíferas e irrigação para impulsionar a fruticultura no local. “Essa terra tem que se tornar alimento”, destacou.
O ASSENTAMENTO
O assentamento Flor do Bosque é ocupado há doze anos por trabalhadores agrícolas da Comissão Pastoral da Terra e teve lotes divididos entre os assentados há dois anos. O assentamento abriga hoje 35 famílias e estende-se por uma área de 350 hectares, dos quais 280 são produtivos e 70 são considerados área de preservação ambiental.
