A chefe de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, condenou neste sábado o atentado ocorrido ontem na ilha de Utoeya em um encontro de jovens do partido trabalhista da Noruega, no qual morreram pelo menos 85 pessoas.

"Tomei conhecimento desta notícia com grande horror. Lamento pelo ataque ocorrido na ilha de Utoeya, que acabou com a vida de muitos jovens. Envio minhas condolências às famílias e aos amigos das vítimas, às autoridades e à população norueguesa", disse Ashton em nota oficial.

A UE já havia condenado ontem o atentado a bomba ocorrido no complexo governamental de Oslo poucas horas antes do tiroteio na ilha de Utoeya, e no qual outras sete pessoas morreram e 15 ficaram feridas.

Por sua vez, o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, declarou-se "devastado" pela "terrível tragédia, tanto para a Noruega como para o resto do mundo".

"Condeno nos termos mais duros os covardes ataques a esses jovens inocentes. Acredito firmemente que os responsáveis serão detidos e colocados à disposição da Justiça", afirmou Buzek.

Os grupos políticos da Eurocâmara também se somaram também às penas. O secretário-geral do Partido Popular Europeu, Antonio López Istúriz, disse que os ataques demonstram que a "Europa segue sob a ameaça terrorista", por isso deve adotar "todas as medidas necessárias, sempre dentro dos limites do Estado de direito, para garantir a segurança e a liberdade".

Já o Partido Socialista Europeu qualificou os ataques como "abomináveis", e disse que representam "um golpe à democracia e às pessoas com suficiente nobreza para participar da promoção dos princípios democráticos".