O plenário do Congresso Nacional abriu por volta de 11h30 a sessão conjunta para votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, que define os gastos do governo para o ano que vem. A votação do texto deve ocorrer no fim do dia. A maior controvérsia se dá em torno das emendas individuais dos parlamentares. O relator da matéria, deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), decidiu liberar as emendas, apesar do contingenciamento de 50 bilhões de reais anunciado no início do ano pelo Planalto. A medida contraria a vontade do governo, que pretende restringir a liberação das emendas para evitar gastos.

O texto também prevê redução do prazo que o Tribunal de Contas da União (TCU) terá para analisar auditorias de obras onde foram encontrados indícios de irregularidades. O prazo cairá de cinquenta para quarenta dias. Já os órgãos responsáveis pelas obras terão quinze dias para fazer sua defesa prévia – antes o prazo era de vinte dias. "Os resquícios que ficaram são pequenos, consegui desagradar tanto o governo, quanto a oposição", disse o relator.

O relatório de Moreira foi aprovado nesta terça-feira na Comissão Mista de Orçamento com mudanças na questão da política fiscal, que deverá considerar não só a meta de superavit primário (economia do governo para pagar juros da dívida), mas também o déficit nominal (receitas menos despesas, incluídos os juros da dívida). Por pressão do DEM, o déficit não poderá exceder 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB) – em 2010, esse indicador ficou em 2,6% do PIB. O governo é contra essa alteração.