Uma reunião com representantes da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), além do Ministério Público Estadual (MP), definiu na tarde desta-segunda-feira os parâmetros iniciais para a contratação de uma empresa que será responsável pelo monitoramento da rede subterrânea da cidade, onde inúmeras explosões foram registradas neste ano. Segundo as autoridades, em dez dias a companhia vai começar a atuar na fiscalização do sistema, que teve os problemas devido à presença de gás nas tubulações.
De acordo com os representantes, o Crea vai elaborar, nos próximos dias, um termo de referência que conterá todas as obrigações da empresa, em um contrato de seis meses. O prazo poderá ser ampliado por um tempo máximo de dois anos, através de licitação.
A contratação, de acordo com o MP, reforça a necessidade de fiscalização dos bueiros em toda a cidade, para minimizar os riscos de novas explosões. A reunião definiu que caberá ao Crea realizar o levantamento das empresas que estão aptas a realizar o serviço. O valor da contrato também não foi divulgado.
Para as autoridades, a medida é mais uma forma de fiscalizar se as empresas concessionárias estão cumprindo seus contratos. Entre esta terça e quarta, o Crea deve realizar uma nova vistoria em bueiros da Zona Sul do Rio, para verificar se existem vestígios de gás nas caixas subterrâneas.