Um espaço itinerante voltado para a educação ambiental e integrado por painéis que ressaltam a importância de se preservar o Rio São Francisco, além de objetos que espelham a sua rica cultura, como carrancas, santos de madeira e réplicas de usinas de açúcar. Assim é o Museu Casa do Velho Chico, que chega a Petrolina (PE) como parte das comemorações dos 10 anos de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, que têm início amanhã, dia 7 de julho, quinta-feira, na cidade com diversas atividades e contando com a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, entre outras autoridades.

Fundado em 4 de outubro de 2001 pelo ambientalista Antonio Jackson Borges Lima, o Museu vem sendo enriquecido ao longo do tempo, colecionando objetos e tradições, enquanto percorre as cidades ribeirinhas de todos os sete estados brasileiros onde o São Francisco marca presença. A idéia é que o Museu reflita toda a cultura, os hábitos, costumes e a arte das populações que dependem direta ou indiretamente do Velho Chico.

Os painéis expostos enfocam, sobretudo, a difícil questão ambiental enfrentada pelo Rio São Francisco, destacando o seu permanente processo de degradação (assoreamento, desmatamento, esgoto, lixos, agrotóxicos, caça e pesca predatória, salinização, entre outros). “A pureza de um pingo d’água do Velho Chico hoje, nunca poderá ser de uma lagrima tardia, mesmo sincera”, ressalta o idealizador e diretor do Museu, Jackson Lima.

A exposição Museu Casa do Velho Chico já visitou vários estados brasileiros e participou das comemorações dos 500 anos de descobrimento do rio São Francisco, obtendo um público estimado em 100 mil pessoas. Em Petrolina, ele usará como espaço a Arena Manga Rosa, no bairro de Vila Eduardo.