A polícia continua nesta sexta-feira (1º) as buscas pelo corpo do menino Juan, de 11 anos, que sumiu após uma troca de tiros entre traficantes e policiais na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 20 de junho. A informação foi confirmada pela assessoria da Polícia Militar.
No início da tarde, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que, caso policiais militares do 20º BPM (Mesquita) ou algum servidor público estejam envolvidos no desaparecimento de Juan, eles serão punidos.
“O meu compromisso é de que nós precisamos dar uma resposta à sociedade e deixar aqui muito claro que se, por ventura, houver a participação de um servidor público, será exemplarmente punido, como nós viemos fazendo até agora”, disse Beltrame.
Na opinião do secretário, não houve demora para o início das investigações da Polícia Civil sobre o caso. “Nós entendemos que a demora que está existindo é exatamente no resultado da produção daquilo que se fez. Inicialmente trabalhou-se com a possibilidade de um auto de resistência. Posteriormente veio a questão do desaparecimento, aí a Delegacia de Homicídios entrou no caso. Agora, os procedimentos todos foram feitos, as perícias foram feitas, os depoimentos dos policiais imediatamente foram colhidos”, explicou.
O secretário informou ainda que Wanderson de Assis, de 19 anos, que foi baleado durante a operação na comunidade Danon está sendo protegido pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).