Mônaco se prepara para receber sua futura princesa, a ex-nadadora Charlene Wittstock, 33, que deve se tornar princesa de Mônaco ao se casar no civil às 17h (meio-dia no horário de Brasília) desta sexta-feira com o príncipe Albert, 53.
Wittstock vestirá um conjunto da Chanel na cerimônia civil que acontece na sala do trono no Palácio. Os monegascos poderão acompanhar a cerimônia por um telão instalado na praça do Palácio.
O casal deve fazer uma aparição pública na sacada do hall dos espelhos às 17h50 (12h50 em Brasília) e será oferecido um coquetel na praça do Palácio. Os convites para o evento foram enviados aos monegascos em meados de abril.
Os moradores do principado serão convidados à recepção na porto às 20h (15h em Brasília) e às 22h (17h em Brasília) acontece um show de Jean-Michel Jarre.
O casamento religioso acontecerá amanhã às 17h (meio-dia em Brasília) no jardim principal do Palácio. Wittstock entrará com seu pai.
Às 18h30 (13h30 em Brasília), o casal parte em carreata para a igreja de Sainte Dévote para que a princesa ofereça seu bouquet. A rota do casal, na ida e na volta, inclui a avenida Porte Neuve, avenida do Port e boulevard Albert I.
O jantar de gala, que será preparado pelo chef francês Alain Ducasse, começará às 21h30 (16h30 em Brasília) e será oferecido a mais de 450 pessoas, na Ópera Garnier e nos terraços do Cassino.
A cerimônia poderá ser presenciada por cerca de 6.000 pessoas graças a telões que serão instalados no local.
O jantar está previsto para acabar à meia-noite (19h no horário de Brasília) com fogos de artifício.
CONVIDADOS
Atletas, modelos e estilistas, assim como conhecidos empresários, ocupam, junto a chefes de Estado e representantes reais, um lugar destacado na lista de convidados da cerimônia religiosa do casamento do príncipe Albert 2º de Mônaco com a sul-africana Charlene Wittstock.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, assistirá à cerimônia, que espera contar também com a presença do rei Albert 2° da Bélgica e da família real sueca.
Para o casamento foi convidado também os chefes de Estado dos países que Albert 2º visitou oficialmente desde que assumiu o trono em 2005, assim como os dos países ligados à família soberana, como os Estados Unidos, Irlanda e África do Sul.
Assim, entre os que receberam convite para a cerimônia deste sábado, estão o presidente da Islândia, Olafur Ragnar; a da Irlanda, Mary McAleese; o do Líbano, Michel Suleiman, e o da Alemanha, Christian Wulff.
O príncipe Haakon da Noruega, a princesa Lala Meryem do Marrocos, os príncipes Federico e Joaquín da Dinamarca, a imperatriz Farah Pahlavi e Luis Alfonso de Borbón serão outros privilegiados para assistir à cerimônia.
E em uma cidade tão ligada ao mundo da moda, do esporte e dos negócios, não podia faltar uma ampla representação de todos esses setores, como o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e o da FIA, Jean Todt.
Atores como o escocês Gérard Butler e estilistas como Giorgio Armani, Karl Lagerfeld e Roberto Cavalli, além da modelo Naomi Campbell e Karolina Kurkova e de cantores como Andrea Bocelli são outras personalidades citadas.
Junto a elas, empresários como o presidente diretor-geral do grupo de luxo LVMH, Bernard Arnault e atletas como o jogador do Manchester United, Patrice Evra, e a ex-ginasta romena Nadia Comaneci também foram convidados para o evento.
CONTO DE FADAS
A cerimônia de casamento promete ser uma das mais marcantes na história da realeza de Mônaco desde o casamento de Grace Kelly e o pai de Albert, o príncipe Rainier, em uma suntuosa cerimônia em 1956.
Albert, soberano do principado de Mônaco, é o segundo filho da princesa Grace e o príncipe Rainier, ambos já falecidos. A imprensa internacional costumava destacar com frequência os supostos romances que ele já manteve com mulheres famosas, como Brooke Shields, Naomi Campbell e Claudia Schiffer.
Ele tem uma irmã mais velha, Caroline, e outra mais nova, Stephanie.
Albert admitiu ter tido dois filhos fora do casamento. Uma menina, nascida em 1991 e fruto de um caso com uma turista americana em visita a Mônaco, e um menino, nascido em 2003, cuja mãe era uma comissária de bordo do Togo.