Combates entre rebeldes e forças do governo em Zawiyah, perto da capital líbia Trípoli, deixaram 13 rebeldes e civis mortos no sábado e os confrontos continuavam pelo segundo dia neste domingo, disse um porta-voz dos rebeldes na cidade.

"Combates intensos estão acontecendo agora. As brigadas (do governo) estão recebendo reforços, o número deles está crescendo", disse o porta-voz, que se identificou como Ibrahim, à Reuters. "Há muitos atiradores de elite nos telhados dos prédios e mesquitas. Eles são a principal ameaça aos residentes".

"Há 13 mártires, incluindo um garoto de 7 anos, dos combates de ontem", disse o porta-voz, que estava em Zawiyah, localizada a 50 km de Trípoli.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.