O secretário do Gabinete Civil, Alvaro Machado foi o primeiro integrante do governo estadual a se manifestar sobre a matéria da revista The Economist que traça um retrato sombrio da violência em Alagoas.
Inaugurando um programa de rádio produzido pelo Núcleo de Comunicação do Governo ligado a SECOM, Alvaro explicou na entrevista que não contesta os dados da matéria e disse que na própria reportagem existe um reconhecimento do trabalho feito pelo governo.
“Eu vejo a matéria da revista The Economist como um reconhecimento, de um órgão isento, do trabalho do governo a frente de uma área tão complicada e sensível como a segurança pública”
“A segurança pública não é só um problema de Alagoas, mas do Brasil inteiro, a reportagem reconhece o trabalho feito por este governo, ao falar da desvinculação política que o governador Teotônio Vilela Filho fez com a direção das policiais civis e militares e a secretaria da Defesa Social”.
O secretário explicou ainda que a sociedade alagoana tem que entender as dificuldades do setor e que o governo não dispõe de muitos recursos federais para ajudar nos programas locais, como acontece na Saúde e na Assistência Social.
“Na Segurança Pública todos os recursos são praticamente do Estado, é nesta área que seguramente se gasta mais em Alagoas, o governo priorizou este setor” disse ele.
Apesar da prioridade, o secretário reconheceu que não existe como fazer “milagres” nesta área, os resultados, que virão, segundo ele, não aparecem de forma imediata e “quem quiser pensar assim estará inventando a roda”.
Alvaro Machado diz que o problema da segurança pública não pode ser resolvido apenas com os aparatos militares, mas é uma questão social.
“Saímos de 46 viaturas para mais de 100, contratamos centenas de policiais, estamos reestruturando as delegacias, não temos mais ingerência política para a escolha de delegados e chefes de batalhões, e os resultados começaram a aparecer” explicou ele.
Contratação de policiais da Reserva
“Policiais da reserva que estão em plena condição física,mental e laboral,muito deles conhecem bem este tipo de atividade e custarão bem menos para o Estado, e o grande objetivo é que os policiais que estão na ativa façam o trabalho para que estão vocacionados”
Foi com esta explicação que o secretário Alvaro Machado confirmou que o projeto que convoca os militares da reserva não vai ser abandonado, apesar do veto do Conselho Estadual de Segurança.
Vai ser feita algumas alterações na minuta do projeto, que foi produzido pela secretaria de Defesa Social, mas o projeto deve ser encaminhado para a Assembleia legislativa ainda este mês, concluiu ele.
