Os assassinatos no campo, a proteção das pessoas ameaçadas de morte e os crimes ambientais contra a floresta amazônica terão uma dura resposta dos governos federal e do Pará, segundo o que foi definido nesta quinta-feira (9) durante uma reunião em Belém.
“Já perdi as contas de quantas ameaças sofri”, diz sindicalista
Participaram do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o governador do Pará, Simão Jatene, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki.
Para Cardozo e Jatene, o mutirão para reduzir a violência no campo só dará certo se houver um trabalho integrado entre União, Estado e municípios onde os conflitos são mais intensos.
O ministro da Justiça disse que sua pasta, por intermédio da Força Nacional de Segurança, vai deslocar delegados e agentes para que, sob o comando da Secretaria de Segurança estadual, possam agilizar os inquéritos e “produzir resultado no combate à impunidade”.
Na avaliação dele, houve uma identidade de compreensão do problema entre os governos estadual e federal, e nessa linha foi decidido trilhar alguns caminhos comuns. Segundo Cardozo, a postura da presidente Dilma Rousseff é a de respeitar sempre a autonomia dos Estados.
Maria do Rosário, por sua vez, informou que um plano de proteção para as pessoas que estão marcadas para morrer será realizado juntamente com a secretaria de Segurança Pública do Estado.
- Até em casos mais graves, que a pessoa necessite de escolta, ela terá.
Pará lidera ranking de mortes no campo
Hoje, no Pará, 28 pessoas de uma lista atualizada pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) estariam na mira de fazendeiros e madeireiros.
Entre os ameaçados há sindicalistas, lideranças de assentamento e lavradores que denunciam grilagem de terras e extração ilegal de madeira.
Cerca de 100 homens da Força Nacional de Segurança já estão atuando em Marabá e Santarém, no Pará. Os comandantes, porém, evitam fornecer detalhes sobre o trabalho que irão realizar e não divulgam os locais das operações.