A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, foi obrigada a alterar seu planejamento para resfriar a piscina de combustível gasto do reator 4, informou neste domingo a cadeia NHK.

A companhia elétrica decidiu mudar os planos depois que a água que era injetada na piscina, cujo sistema de resfriamento ficou danificado pelo tsunami de 11 de março, não conseguiu resfriar o líquido abaixo de 80 graus centígrados.

O plano agora é instalar um sistema que extraia água da piscina, a resfrie e a devolva ao tanque para que refrigere o resto do conteúdo.

No entanto, os técnicos da Tepco, que na sexta-feira passada entraram pela primeira vez no edifício do reator 4 após a catástrofe, descobriram que um encanamento necessário para este sistema de resfriamento ficou destruído pela explosão que em 15 de março afetou a estrutura.

A Tepco acredita que a reparação desta condução será extremamente difícil, pelo que possivelmente o novo dispositivo para resfriar a piscina, cuja instalação estava prevista para julho, atrasará.

Na sexta-feira, entrou em operação um sistema para ventilar o edifício do reator 2, onde a alta radiação e a umidade impediram o acesso dos técnicos, o que dificulta os trabalhos para estabilizar a unidade.

O sistema está equipado com filtros para absorver materiais radioativos e evitar que se propaguem no ar, algo que supostamente aconteceu após a tragédia quando a Tepco ventilou vapor do interior das unidades.

A empresa operadora espera levar os reatores a um estado de "parada fria" até janeiro de 2012 e desta forma por fim à crise nuclear, a pior desde Chernobyl, em 1986.

Neste sábado, dia em que a catástrofe completou três meses, cerca de seis mil manifestantes antinucleares protestaram em Tóquio diante da sede da Tepco e do Ministério de Indústria, que promove o uso de energia nuclear no país, segundo informa a agência local Kyodo.

Também foram organizadas manifestações similares em províncias como Osaka, Fukuoka e Hokkaido.