O chefe do Hizbollah (grupo xiita), o xeque Hassan Nasrallah, acusou nesta segunda-feira os EUA de quererem "confiscar" a onda de revoluções que estão ocorrendo no mundo árabe.
"O que ocorreu ontem durante o aniversário da Naksa nas Colinas de Golã revela que a administração americana aspira a confiscar a revolução árabe."
No vídeo projetado durante uma conferência sobre o guia supremo iraniano, Ali Khamenei, Nasrallah comentou os acontecimentos de ontem em que pelo menos 20 pessoas morreram e 325 ficaram feridas por disparos israelenses contra manifestantes palestinos e sírios que tentavam chegar às Colinas de Golã durante a comemoração de Naksa -- aniversário da derrota árabe pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias em 1967 -- no Líbano.
Os EUA declararam "preocupação" pelos fatos registrados neste domingo e chamaram Israel e o Líbano à "contenção" e a "evitar os atos de provocação" porque "Israel, da mesma forma que os Estados soberanos, tem o direito de se defender".
"O episódio confirma o compromisso absoluto de Washington com Israel", disse o chefe do Hizbollah, segundo divulgou nesta segunda-feira a imprensa local.