As ações do Plano Brasil sem Miséria, lançado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff, devem receber recursos de cerca de R$ 20 bilhões ao ano. O valor, segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o valor poderá variar de acordo com o desenvolvimento das ações.
Esse montante corresponde apenas ao dinheiro do Tesouro Nacional. A ministra espera que o valor aplicado efetivamente fique acima disso. "Temos certeza que esses recursos serão ampliados. Além desses recursos do governo federal teremos recursos dos governos estaduais e da iniciativa privada", afirmou.
O plano tem como objetivo retirar 16,2 milhões de brasileiros da extrema pobreza, por meio de ações de transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social e energia elétrica.
O foco das ações são as famílias com renda de até R$ 70 por pessoa. Novos programas serão criados e iniciativas já existentes serão ampliadas, como o Bolsa Família, que incluirá mais beneficiários. O governo ampliou de 3 para 5 o número de filhos que poderão receber os chamados benefícios variáveis. Somente esta alteração deverá aumentar em 1,3 milhão o número de crianças e adolescentes que fazem parte do programa de transferência de renda.
Só o Bolsa família foi alvo de R$ 13 bilhões em investimentos do governo federal no ano passado. Este ano, a previsão é que o programa receba R$ 16 bilhões em recursos.