Parentes do menino Enzo Dalécio Ribeiro da Silva, de três anos, estão “chocados” com a morte da criança após ser submetido a duas cirurgias consideradas simples na manhã de segunda-feira (30) em uma clínica no Andaraí, na zona norte do Rio.

Familiares desconfiam que houve negligência médica e procuraram a polícia, que determinou que o corpo de Enzo fosse para o IML (Instituto Médico Legal) para ser periciado.

Enzo será enterrado às 17h desta terça-feira (31) no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste.

A criança foi internada na manhã de segunda-feira (30) para operar uma fimose e adenóide, cirurgia para melhorar a respiração. Ambos os procedimentos são considerados simples e de baixo risco. Enzo também não apresentava sinais aparentes de complicação.

Segundo a família, o menino chegou bem à clínica Samci por volta das 6h e entrou na sala de cirurgia duas horas depois. Enzo passou a tarde dormindo até que, às 18h, os médicos constaram que a criança havia morrido, como conta a madrinha do menino, Maiara Ribeiro, de 22 anos.

- Perceberam que a mãozinha dele estava fria. Quando viram, Enzo já tinha morrido.

Familiares cobram explicações

Aos parentes, a direção da clínica informou que o menino morreu vítima de uma broncoaspiração, ou seja, engasgou.

- Mas ninguém explicou com o quê ele pode ter engasgado. Estão todos em choque com o que aconteceu. Enzo era filho único.

A família também reclama que a médica que operou Enzo não estava mais na clínica para dar explicações sobre a morte da criança porque estava de plantão no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro.

O atestado de óbito só foi assinado cinco horas depois da morte, após funcionários da clínica levarem o documento até a unidade de saúde no centro.

Procurada, a direção da clínica Samci disse que não comentaria o caso. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o plantão da médica no Souza Aguiar começou às 20h de segunda-feira e confirmou que profissionais da clínica Samci a procuraram para que assinasse um documento.

O caso está sendo investigado pela delegacia de Vila Isabel (20ª DP), que deve ouvir nos próximos dias familiares e profissionais envolvidos.