O governo francês apoiaria um pedido do ex-dietor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, acusado nos Estados Unidos de agressão sexual e tentativa de estupro, para cumprir sua pena na França, caso fosse condenado.

Escândalos sexuais abalam carreiras políticas

Strauss-Kahn receberá indenização de R$ 403 mil

A declaração foi feita neste domingo (22) à rádio Europe 1 pelo ministro do Interior, Claude Guéant.

- Parece evidente que, se Strauss-Kahn, na hipótese de que fosse condenado, solicitasse vir à França, o governo francês apoiaria seu pedido.

O ministro lembrou que existe uma convenção entre os dois países que "permite aos franceses condenados nos EUA cumprir sua pena na França".

- É preciso primeiro que o condenado esteja de acordo e que os dois países estejam de acordo, especialmente o país que condena, porque, evidentemente, está muito atento para que existam garantias de execução efetiva da pena.

O ministro reconheceu que se a Justiça americana declarar Strauss-Kahn culpado, ele "será culpado de atos muito graves" e acrescentou que este escândalo danificou "a imagem da França".

O ex-chefe do FMI foi transferido nesta sexta-feira (20) à tarde da prisão de Rikers Island a uma luxuosa residência na rua Broadway, perto de Wall Street e do Marco Zero, local que abrigava as Torres Gêmeas destruídas durante os atentados de 11 de setembro.

Acusado de tentativa de estupro e agressão sexual contra a funcionária de um hotel em Nova York no dia 14 de maio, Strauss-Kahn conseguiu sair da prisão sob estritas condições, entre elas o pagamento de uma fiança de US$ 1 milhão em dinheiro (cerca de R$ 1,6 milhão) e uma caução de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões).