A Justiça de Nova York indiciou nesta quinta-feira (19) o ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, por agressão sexual e tentativa de estupro contra a camareira de um hotel de Nova York. Apesar do processo, o economista francês conseguiu liberdade sob fiança.

Strauss-Khan tem vários escândalos no currículo

Escândalos abalam carreiras políticas

Strauss-Kahn terá de pagar uma fiança equivalente a R$ 1,6 milhão (US$ 1 milhão), desde que permaneça em prisão domiciliar, à espera de seu julgamento. A defesa voltou a negar que ele tenha cometido qualquer irregularidade.

Strauss-Kahn, que renunciou mais cedo à direção do FMI, é acusado de agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado após o suposto ataque, no sábado, em sua luxuosa suíte.

Ele chegou à corte, sorrindo para a esposa, a jornalista francesa nascida nos Estados Unidos Anne Sinclair. Ele não usava algemas.

Anne Sinclair não olhou para os jornalistas que lotavam a corte. Ela chegou acompanhada de uma das filhas adultas de Strauss-Kahn.

Uma multidão de mais de cem jornalistas de várias partes do mundo lotaram a sala 51 da corte.

Promotores sustentam acusação

Os promotores garantem que há evidência física que comprovaria a tentativa de estupro, incluindo o exame médico realizado logo depois da denúncia.

A camareira acusou Strauss-Kahn de forçá-la a fazer sexo oral com ele duas vezes, antes de tentar estuprá-la, quando ela entrou em seu quarto no hotel Sofitel, um dos mais luxuosos de Manhattan.

Ela disse a policiais que, depois da agressão, ela cuspiu o sêmen do executivo no chão do quarto. Investigadores estão realizando testes de DNA no material coletado no quarto.