A Petrobras, que em 2010 fez a maior emissão de títulos na história dos mercados mundiais, ganhou no primeiro trimestre do ano pelo menos US$ 7,5 bilhões adicionais e não descarta fazer novas emissões de dívida, disseram nesta segunda-feira fontes da companhia.
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou nesta segunda-feira em entrevista coletiva que a liquidez da companhia está em um nível alto após a capitalização do ano passado, mas advertiu que a empresa continuará tomando recursos para financiar seus investimentos nos próximos anos.
Barbassa acrescentou que a companhia apresentou na semana passada a seu Conselho de Administração um novo plano de investimentos para o período 2011-2015 que, segundo versões da imprensa, pode ser muito superior ao já aprovado e que prevê investimentos por um recorde de US$ 224 bilhões em cinco anos.
A companhia petrolífera lançou em setembro passado ações por um valor de R$ 120 bilhões, na maior emissão de títulos no mundo.
Seundo Barbassa, essa capitalização não impediu que a Petrobras ganhasse no primeiro trimestre outros US$ 6 bilhões com o lançamento de títulos de dívida com vencimento em cinco, dez e 30 anos.
Também não impediu que a companhia contratasse novos empréstimos no mercado internacional no trimestre por entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, acrescentou o diretor financeiro da companhia.
O funcionário disse que Petrobras sempre está atenta à captação de dinheiro, mas se negou a divulgar o valor do novo plano de investimentos para 2011-2015, embora versões da imprensa indiquem que pode chegar a US$ 260 bilhões.
As novas captações elevaram o valor da dívida líquida da Petrobras para R$ 66,064 bilhões, 6% a mais que em dezembro de 2010.
Barbassa qualificou como excepcional o resultado da Petrobras no primeiro trimestre, quando a empresa obteve um lucro líquido recorde para o período de R$ 10,985 bilhões, um crescimento de 42,18% em relação ao mesmo período de 2010.
O bom desempenho foi atribuído, entre outros fatores, ao crescimento de 3% da produção de gás e petróleo e à elevação da cotação internacional do petróleo. EFE