A ex-senadora Marina Silva (PV-AC) se reúne nesta segunda-feira (16), às 18h30, com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem vai entregar uma representação para que ela e o marido, Fábio Vaz de Lima, sejam investigados por suposto comércio ilegal de madeira.

Marina, que em 2010 concorreu à Presidência da República, quer que o MPF (Ministério Público Federal) apure as denúncias feitas pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), com o qual ela se desentendeu durante as discussões do novo Código Florestal. Aldo é o relator do texto na Câmara.

A verde quer ser investigada porque foi acusada de favorecer o marido, trabalhando para impedir que ele fosse chamado a depor na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara sobre sua suposta participação em fraudes relacionadas ao comércio de madeira.

Na última quarta-feira (11), enquanto os parlamentares tentavam chegar a um acordo que permitisse votar o novo Código Florestal, Aldo respondeu em plenário a um comentário feito por Marina.

- Ela [Marina] disse que eu fraudei o relatório. Quem fraudou foi o marido dela, que fez contrabando de madeira.

Minutos antes de o comunista entrar no plenário com o texto final do relatório que seria votado, a verde comentou, em sua página no Twitter, que ele havia incluído “pegadinhas” no Código Florestal.


Segundo a ex-senadora, as acusações de Aldo têm origem em 2007, quando ela era ministra do Meio Ambiente e sua pasta participou de um processo de investigação juntamente com o Ibama e a Polícia Federal para coibir “o comércio ilegal de madeira e o desmatamento criminoso na Amazônia”.

Para ela, são denúncias requentadas. Em um vídeo publicado em seu site, no fim de semana, Marina afirmou que, na época, “pessoas que se sentiram contrariadas em seus negócios espúrios começaram uma campanha de difamação”.