MIAMI, 16 Mai 2011 (AFP) -O imã de Miami, Hafiz Muhammed Sher Ali Khan, de 76 anos, acusado de fornecer apoio material e financeiro ao grupo terrorista Talibã, no Paquistão, se declarou inocente nesta segunda-feira ao apresentar-se a uma audiência em uma Corte Federal.

Apesar da alegada inocência, ele continua detido sem direito à fiança, informou Khurrum Wahid, o advogado que o representa.

Além de Ali Khan, que é o líder da mesquita mais antiga de Miami, o governo americano acusa vários membros de sua família, todos paquistaneses residentes nos Estados Unidos e no Paquistão (muitos deles com dupla nacionalidade), de apoiar financeiramente os talibãs.

"O senhor Khan está apresentando una declaração de não culpabilidade", disse o advogado Khurrum Wahid, que o representou na primeira audiência diante de um juiz americano.

"É um homem idoso. Minha prioridade é que o deixem em liberdade porque tem problemas de saúde", disse o advogado, acrescentando que ele está preso em uma cela "isolada" do restante dos presos, na prisão federal do centro de Miami.

O imã, com ostentava uma longa barba branca, vesti uma túnica marrom de presidiário e tinha pés e mãos algemados, recorreu a uma tradutora, já que fala apenas em língua urdu, comentou o advogado.

Izhar Khan, de 24 anos, filho do imã, e líder de uma comunidade muçulmana em Margarete - norte de Miami - compareceu à mesma audiência, mas disse que não tinha até o momento um representante legal e também continua detido.

O juiz federal Barry Garber encaminhou os acusados para outra audiência em 23 de maio e só depois dessa audiência definirá a data do julgamento.

As detenções e acusações contra Ali Khan e mais cinco paquistaneses se produzem em momentos de tensão entre os governos dos Estados Unidos e o Paquistão, logo após o assassinato neste país do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, neste mês.