O milagre reconhecido pelo Vaticano como peça fundamental para o processo de beatificação de Irmã Dulce foi apresentado e detalhado na manhã desta sexta-feira na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma, ao lado da Capela das Relíquias, em Salvador (BA).

Explicaram o fato considerado milagre o médico perito Sandro Barral, que participou da análise médica da mulher que recebeu o milagre; a Irmã Augustinha, que pertencia à mesma congregação de Irmã Dulce e, na época do milagre era diretora do hospital onde estava internada a mulher; e o padre José Almir, que pediu a interseção de Irmã Dulce no caso da mulher.

Segundo relataram, a paciente Cláudia Cristiane Santos Araújo passou por um parto normal no dia 11 de janeiro de 2001, na Casa de Saúde e Maternidade São José, na cidade de Itabaiana, no Estado de Sergipe. Após o parto, a paciente teve uma forte hemorragia. Depois de passar por três cirurgias em 18 horas, os médicos não acreditavam mais na recuperação e na contenção do sangramento.

De acordo com o relato, o médico responsável chegou a colocar compressas para conter o sangramento, mas não obteve sucesso. Procedimentos teriam sido iniciados para emitir o atestado de óbito da mulher mas, ao saber da situação, o padre José Almir disse que pediu que a imagem de Irmã Dulce fosse levada até o hospital, onde foram feitas orações. Durante as preces, a hemorragia teria sido contida.

A partir daí, a mulher passou a sentir-se bem e agradeceu pela recuperação. Ela foi conduzida logo depois para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Aracaju, onde passou por mais uma cirurgia para retirada das compressas e após recuperação foi liberada da unidade hospitalar.

A cerimônia de beatificação de Irmã Dulce está prevista para o próximo dia 22, no Parque de Exposições de Salvador. O evento é organizado para 70 mil pessoas.