Os talibãs paquistaneses ameaçaram "vingar" a morte de Osama bin Laden em comunicado enviado nesta segunda-feira à imprensa e no qual expõe de maneira prioritária seu ponto de vista ao governo do Paquistão. Fontes do canal televisivo Khyber TV disseram à Efe ter recebido um fax do movimento talibã paquistanês (TTP, na sigla em urdu) advertindo as autoridades do Paquistão sobre as consequências da operação que matou o líder da Al-Qaeda.
No comunicado, o TTP alerta "à cúpula do Paquistão que lidera a lista" de seus objetivos, e particulariza a ameaça no presidente do país, Asif Ali Zardari, o primeiro-ministro, Yousaf Raza Gillani, e o chefe do Exército, Ashfaq Pervez Kiyani. O TTP, que reúne os principais grupos talibãs do Paquistão, lembrou que já organizou em dezembro de 2007 o atentado que matou a primeira-ministra Benazir Bhutto.
O governo do Paquistão precisou nesta manhã de segunda-feira em uma declaração que Bin Laden foi morto em uma "uma operação de serviços de inteligência" executada por "forças dos Estados Unidos" nos arredores da cidade de Abbottabad, próxima a Islamabad. No texto se destacava, no entanto, que "o Paquistão interpretou um papel significativo nos esforços para eliminar o terrorismo", e que nesse empenho mantém relação fluente com vários serviços de inteligência, "entre eles os dos Estados Unidos".
Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .
A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua, o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.