A promotora de Justiça Deborah Guerner e seu marido, Jorge Guerner, foram soltos por volta das 23h de quinta-feira, depois que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Nunes Maia Filho decidiu por conceder-lhes liminar de soltura. O casal estava preso há oito dias na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em celas separadas em casa.
Eles foram detidos no último dia 20 a mando do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região. O motivo, no entanto, não foi divulgado, pois o processo corre em segredo de justiça. A suspeita é que a prisão preventiva dos dois tenha sido decretada porque ambos estavam atrapalhando as investigações da Operação Caixa de Pandora, da PF, que investiga o esquema de proprinas no Distrito Federal conhecido como "mensalão do DEM".
No documento determinando a soltura dos Guerner, o ministro Napoleão Maia entendeu que não há motivo para manter os dois presos. De acordo com o despacho, eles teriam se recusado a prestar depoimento e por isso foram detidos. O ministro afirmou que o fato não justifica a prisão, "embora a falta possa ser considerada desobediência". Ele também entendeu que não houve recebimento formal de ordem judicial determinando a prisão do casal. Após a comunicação da liminar por um oficial de justiça, o delegado de plantão recebeu o alvará de soltura. O casal deveria passar por exames no Instituto Médico Legal (IML).
Entenda o caso
Deborah e Jorge Guerner são suspeitos de envolvimento no suposto pagamento de propina a políticos e empresários do Distrito Federal - o "mensalão do DEM". O MP acusa os dois de forjar provas para simular uma incapacidade mental que os tornaria incapazes de responder a processos. No Distrito Federal, Deborah Guerner é acusada de extorquir dinheiro do ex-governador do DF José Roberto Arruda para poupá-lo de investigações sobre irregularidades no trato do dinheiro público, como autorizar contratos sem licitação e receber propina.
O outro denunciado é o ex-procurador-geral de Justiça do DF Leonardo Bandarra, que também teria se beneficiado do esquema de corrupção. Em relação à Operação Pandora, deflagrada pela Polícia Federal, uma denúncia feita pelo procurador Ronaldo Albo afirma que a promotora teria cometido fraude processual ao simular insanidade mental para não ser punida pelos crimes pelos quais responde. O MP afirma que há documentos que comprovam que ela chegou a treinar com um psiquiatra para parecer insana diante das autoridades
Deborah e Jorge Guerner são soltos após STJ conceder liminar
29/04/2011, 18:59 - Brasil/Mundo
Por Redação

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