Continua estável o quadro de saúde dos quatro alunos baleados no dia 7 de abril na Escola Municipal Tasso da Silveira que ainda estão internados em unidades da rede estadual de saúde do Rio. De acordo com o boletim divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, o adolescente Carlos Matheus, 13 anos, que precisou ser novamente internado na última terça-feira, permanece em um leito de enfermaria no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Ele está em observação, mas sem dor.
Atingido duas vezes no braço esquerdo pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, o adolescente foi submetido a uma cirurgia, teve alta no dia 11, mas com fortes dores, voltou a ser hospitalizado. Na mesma unidade, o adolescente Edson, 14 anos, permanece estável, no Centro de Terapia Intensiva (CTI), com melhora clínica satisfatória.
No Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense, continuam internados Luan Vitor, 13 anos, com quadro estável, ainda em observação. Já Thayanne, também de 13 anos, foi submetida a uma nova intervenção, na qual foi feita a revisão da cavidade abdominal e a recolocação de dreno de tórax. De acordo com a Secretaria de Saúde, ela permanece no CTI pediátrico em observação rigorosa, com quadro regular, que inspira cuidados.
Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.