A Casa Branca lamentou nesta quarta-feira a morte do fotógrafo e documentarista britânico Tim Hetherington na Líbia e instou o país do Norte da África a proteger os jornalistas que cobrem o conflito.
O porta-voz do presidente americano Barack Obama declarou-se "triste" pela notícia do assassinato de Hetherington, que trabalhava para a revista Vanity Fair, e "muito preocupado" com a situação dos outros três jornalistas feridos no mesmo ataque com morteiros.
"Os jornalistas de todo o planeta arriscam suas vidas a cada dia para nos manterem informados, pedir responsabilidades aos líderes mundiais e dar voz àqueles que de outra forma jamais seriam escutados", disse Carney em um comunicado. "O governo líbio e todos os governos do mundo deve tomar medidas para proteger os jornalistas em seu trabalho vital", completou.
Hetherington é o segundo jornalista que morre no conflito líbio, que começou há dois meses.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos