As críticas feitas na semana passada pelo deputado Jeferson Morais (DEM) em relação à atuação do Conselho Estadual de Segurança Pública, resultaram na adoção de algumas medidas por parte do governo do Estado. Em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa na sessão desta terça-feira, 19, Morais apontou as mudanças que foram feitas pelo governador Teotonio Vilela Filho, como a autorização para que o secretário de Defesa Social, coronel Dário César, passe a ser o gestor do Fundo de Segurança Pública.

“A crítica, quando é feita de forma correta e de forma construtiva, surte efeito. E foi isso que aconteceu, no que diz respeito às críticas que fiz na semana passada em relação ao Conselho de Segurança do Estado. Por parte do governo, houve o reconhecimento de que havia necessidade de mudanças... e algumas foram implementadas”, frisou Morais. O Fundo Estadual de Segurança Pública é formado por recursos arrecadados através das taxas do Detran e do Instituto de Identificação. “Houve, sim, um avanço e isso mostra a importância do Parlamento. A crítica tem que ser feita na hora exata. Eu não quis destratar a instituição”, complementou.

“Quando fiz minhas críticas, alguns me perguntaram se eu tinha alguma coisa contra o conselho. De forma alguma, aliás, do conselho eu conheço apenas um ou dois integrantes. Como poderia criticá-los? Fiz críticas, sim, à instituição, que estava parada, inerte”, disse Morais, ressaltando ainda que o governo dispõe de mais de R$ 5 milhões do Fundo de Segurança Pública para investir em ações de combate à violência.

Unidade Pacificadora

Morais destacou ainda a iniciativa do deputado federal João Lyra (PTB), que solicitou ao Ministério da Defesa a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em Alagoas, por meio de uma parceria com o governo do Estado. “Trata-se de uma experiência implantada no Estado do Rio de Janeiro, cujos resultados foram bons. Esse tipo de unidade faz com que a polícia se aproxime da comunidade”, afirmou Morais.

Em aparte, os deputados Sérgio Toledo (PDT), Ronaldo Medeiros (PT) e Gilvan Barros (PSDB) apoiaram o pronunciamento do colega.