O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), minimizou nesta segunda-feira o anúncio de que sete dos 13 vereadores de São Paulo vão se desfiliar do partido, com destino provável para o recém fundado Partido Social Democrático (PSD), criado pelo prefeito da cidade, Gilberto Kassab. Segundo Guerra, esse anúncio em São Paulo é um fato isolado.
"Esse episódio das convenções municipais não é uma boa notícia, evidentemente, mas nada que altere a força nacional do partido. Isso não aconteceu em nenhum outro lugar", disse.
O PSDB vem realizando, em todo o País, convenções para estabelecer comandos partidários municipais. Nesta segunda-feira, a falta de consenso entre os políticos fez as lideranças do partido em Santa Catarina adiarem a votação para quarta-feira. Já no Paraná, o governador Beto Richa foi aclamado como presidente estadual do partido.
Sérgio Guerra também afirmou que o episódio paulistano não justifica uma intervenção nacional do partido no diretório municipal. "Certa vez, na eleição de (Geraldo) Alckmin (atual governador do Estado de São Paulo), tivemos uma presença ativa por lá, mas isso não se justifica agora. Nossos maiores líderes estão em São Paulo, como o (ex-presidente da República) Fernando Henrique Cardoso, o próprio Alckmin, o (José) Serra (ex-governador do Estado). Não há nada que justifique uma intervenção nacional", afirmou.
Perguntado sobre um possível "racha" partidário em nível nacional, Guerra foi taxativo: "Esta é uma suposição ridícula". "Tivemos 150 convenções municipais e estaduais neste fim de semana e somente no Rio Grande do Sul houve disputa, mas isso acontece há 10 anos, não há novidade nenhuma por lá", disse.
Guerra também afirmou que não teme perder membros do partido para o PSD. "O partido do Kassab é uma janela exclusiva, sempre foi uma ameaça colocada à oposição, mas não trabalhamos com a hipótese de que essa janela nos atinja", afirmou.