Estados Unidos e Equador manterão a luta conjunta contra o narcotráfico, afirmou nesta sexta-feira o ministro equatoriano do Interior, Alfredo Vera, após ambos os países expulsarem seus embaixadores depois da divulgação de um documento diplomático americano pelo WikiLeaks. Na quarta-feira "me reuni com os atuais responsáveis pela embaixada americana e eles confirmaram sua vontade de seguir trabalhando conjuntamente na luta contra o narcotráfico", expressou o funcionário.

As relações com os Estados Unidos "não vão se perder", afirmou Vera em declarações divulgadas pelo jornal digital do governo equatoriano. Também indicou que Quito continuará dialogando com Washington com base no "respeito à soberania e à dignidade" do Equador.

A embaixadora dos Estados Unidos em Quito, Heather Hodges, saiu na terça-feira do país tal como exigiu o governo equatoriano, que no dia 5 de abril a declarou persona non grata após a divulgação de um documento pelo WikiLeaks.

A embaixadora foi expulsa depois da publicação de uma suposta mensagem assinada por ela em julho de 2009 na qual garante que o presidente equatoriano, Rafael Correa, nomeou como chefe da polícia em 2008 o general Jaime Hurtado sabendo que ele era corrupto para poder manipulá-lo.

Dois dias depois, Washington fez o mesmo com o embaixador do Equador na capital americana, Luis Gallegos, que voltará a Quito nesta sexta-feira à noite. As legações dos dois países ficaram chefiadas por encarregados de negócios, à espera de que novos embaixadores sejam nomeados.

Na quinta-feira Washington anunciou que o mecanismo de diálogo bilateral que as duas nações implementaram em 2008 foi suspenso indefinidamente.