A Justiça do Rio de Janeiro concedeu nesta semana o benefício de liberdade assistida a um dos envolvidos na morte do menino João Hélio Fernandes, 6 anos, em 2007. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ) do Estado, ele - menor de idade à época do crime - será acompanhado por assistentes sociais e psicólogos.

Ao final de seis meses, uma avaliação determinará se o processo deve ser extinto ou se ele segue com o acompanhamento. O infrator já cumpriu três anos de medidas socioeducativas. Os demais acusados, maiores de idade, estão presos.

O caso
Por volta das 21h30 do dia 7 de fevereiro de 2007, Rosa Cristina Fernandes estava em seu Corsa com os filhos Aline, 13 anos, e João Hélio, 6 anos, voltando para a casa. Ao parar em um sinal de trânsito na rua João Vicente, perto da praça do Patriarca, em Oswaldo Cruz, foi abordada por três homens armados. Todos saíram do carro, mas o menino ficou preso pelo cinto de segurança e foi arrastado por cerca de 7 km pelas ruas de Madureira, Campinho e Cascadura.

Várias pessoas que passavam tentavam avisar os ocupantes do carro. Um deles teria ironizado dizendo que não era uma criança, mas sim um "boneco de Judas". Os bandidos abandonaram o carro na rua Caiari, com o menino já morto.

Além do menor, outras quatro pessoas foram presas. Carlos Eduardo Toledo de Lima foi condenado a 45 anos de prisão, enquanto Diego Nascimento da Silva recebeu uma pena de 44 anos e três meses. Os outros dois, Carlos Roberto da Silva e Tiago de Abreu Mattos, foram condenados, cada um, a 39 anos de reclusão.