Aviões de combate da Otan (aliança militar do Ocidente) bombardearam nesta quinta-feira (13) a capital da Líbia, Trípoli, e outras duas cidades, Kekla e El Aziziya, de acordo com a rede de televisão oficial do país.

Segundo a rede de TV, os ataques foram contra alvos "civis e militares” e provocaram “várias vítimas”, sem dar mais detalhes.

Na última quarta-feira (13), caças da Otan bombardearam alvos próximos ao aeroporto de Trípoli, onde foram identificados depósitos de munição.

Otan pede mais aviões para combates

A Otan pediu nesta quinta mais aeronaves de combate para apoiar as ações de França e Reino Unidos nos bombardeios na Líbia e prometeu proteger os civis pelo tempo que for necessário durante uma reunião realizada em Berlim, na Alemanha. O pedido foi feito pelo próprio secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen.

- Para evitar vítimas civis, precisamos de equipamento muito sofisticado e, em especial, mais aviões de combate, de alta precisão para atacar alvos terrestres em solo líbio.

Embora tenha se mostrado confiante de que os aliados apoiarão, Rasmussen admitiu que não conta até o momento "com uma promessa" de contribuição adicional à operação Protetor Unificado, da Otan, contra as forças do ditador líbio Muammar Gaddafi.

Franceses e britânicos, que assumem grande parte dos bombardeios a alvos terrestres na Líbia, apoiados por apenas quatro países – Bélgica, Dinamarca, Noruega e Canadá –, pressionaram publicamente a aliança para que aumente seus esforços militares e evite um estancamento do conflito.

No momento, Rasmussen prometeu que a Otan manterá "a pressão pelo tempo que for necessário" para proteger os civis.

Menos da metade dos 28 países membros da Otan participam militarmente da operação na Líbia.

EUA têm envolvimento limitado no conflito

Os Estados Unidos, que lideravam as operações da coalizão internacional na Líbia, decidiram entregar o comando dos ataques à Otan no início de abril. A estratégia americana era evitar abrir uma nova frente de batalha no exterior, depois de Iraque e Afeganistão.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, assegurou na reunião em Berlim, nesta quinta, que seu país "apoiará com firmeza" a operação Protetor Unificado até conseguir a renúncia de Gaddafi.

ONU pede “cessar-fogo imediato”

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, pediu uma solução "política" e um "cessar-fogo imediato", durante uma reunião internacional na sede da Liga Árabe na capital do Egito, Cairo.

Mas, por enquanto, a comunidade internacional ainda não tem planos para solucionar o conflito.

O Grupo de Contato para a Líbia decidiu na quarta-feira (13) criar um mecanismo de ajuda financeira para as forças rebeldes, mas não chegou a um consenso sobre a necessidade de também fornecer armas para apoiar sua luta.