A Petrobras suspendeu neste domingo (10) uma pesquisa do fundo do mar no norte da Nova Zelândia depois que vários ativistas pularam na água para impedir a passagem do navio que realiza o estudo, informou a imprensa local.

A Petrobras iniciou na semana passada uma perfuração para localizar jazidas de gás e petróleo em cerca de 12 mil km² da bacia de Raukumara, diante do cabo do Leste, após ter recebido no ano passado a permissão do governo neozelandês.

Desde então, uma pequena frota de cinco embarcações com 50 ativistas a bordo, entre eles membros do Greenpeace e de uma tribo maori, que vive no cabo do Leste, navega pela região.

Os manifestantes mergulham e se submergem sob o Orient Explorer, que recebeu a ordem da companhia de suspender a prospecção ao considerar que os trabalhos eram perigosos demais.

Rikirangi Gage, porta-voz maori, povo nativo do arquipélago neozelandês, classificou a ação como um “ato de defesa”.

 Isso não é um protesto. É um ato de defesa de nossas terras e águas ancestrais que nos sustentaram durante gerações.

O porta-voz da Petrobras, Mark Blackham, minimizou o impacto do protesto nesta operação da companhia, que deve durar cerca de 60 dias.