Centenas de pessoas acompanharam emocionadas os enterros de vítimas do ataque de ontem a alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio. No Cemitério do Murundu, foram sepultadas quatro meninas: Milene Santos Nascimento, Mariana Rocha de Souza, 12 anos, Larissa Silva Martins, 13 anos, e Bianca Rocha, 13 anos. Géssica Guedes Pereira foi velada no local e seu enterro estava marcado para as 15h no Cemitério Ricardo de Albuquerque.
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Samira Pires, Larissa Santos Atanásio, 13 anos, Karine Lorrayne Chagas de Oliveira, 14 anos, e Rafael Pereira da Silva, 14 anos, foram enterrados no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Ana Carolina Pacheco da Silva seria sepultada no Memorial do Carmo, mas não foi divulgado o horário.
A maior parte dos familiares precisou ser amparada e recebeu apoio de psicólogos e paramédicos. Autoridades também compareceram. Em Murundu, estiveram presentes o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, e o comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte.
Beltrame ouviu críticas à segurança pública, mas disse que estava lá para prestar solidariedade e não responde a provocações. Mário Sérgio visivelmente emocionado, assim como Martha, que rezava o tempo todo. Paes disse que esta é uma hora de oferecer conforto às famílias das vítimas.
Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.
Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa ¿impura¿ tocasse em seu corpo.