A forte queda do dólar e o Relatório de Inflação do Banco Central (BC), que resultou no recuo dos juros futuros, marcaram os negócios desta quarta-feira. A Bovespa acompanhou as bolsas internacionais e subiu.

O mercado viu à moeda americana despencar ao menor nível desde agosto de 2008, influenciada por ajustes antes da formação da última Ptax de março e pela menor apreensão com medidas sobre o câmbio.

Nesse contexto, o BC informou que o fluxo cambial para o país somou US$ 10,517 bilhões em março até o dia 25. No mesmo período, foram incorporadas às reservas internacionais US$ 7,621 bilhões por meio de compras no mercado à vista e US$ 382 milhões em compras a termo .

No segmento de renda fixa, os agentes repercutiram a avaliação do BC sobre o cenário macroeconômico, contida no Relatório de Inflação. No documento, a autoridade monetária elevou a previsão de inflação deste ano e disse que a política monetária será implementada para garantir convergência da inflação para a meta em 2012. O resultado foi uma queda acentuada nas projeções de juros futuros contidas nos contratos de DI.

Já no front acionário, o bom desempenho do setor financeiro garantiu a alta do Ibovespa. No plano corporativo, a TAM acertou um acordo para comprar quase um terço da companhia aérea regional Trip, reforçando sua atuação em mercados de média densidade.

Em Nova York, o fiel da balança foram as ações "vencedoras" deste trimestre - como as do setor de matérias-primas -, que atraíram a demanda de investidores em meio a ajustes de posições características do período. O otimismo com o mercado de trabalho do país também ajudou, após um relatório privado mostrar a criação de 201 mil postos em março.

As expectativas agora se concentram no documento geral de emprego nos EUA a ser divulgado na sexta-feira. Até lá, os players vão repercutir os pedidos semanas de auxílio-desemprego no país na quinta-feira, dia em que no Brasil será divulgado o resultado das contas públicas de fevereiro.