Membros do Ministério Público Federal e da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos reúnem-se na sexta-feira em São Paulo para fazer um balanço dos trabalhos de escavação feitos no Cemitério de Vila Formosa, em busca das ossadas dos militantes políticos Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Corrêa, desaparecidos durante o período da ditadura militar (1964-1985). As escavações foram concluídas ontem e as ossadas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML), onde passarão por análises antropológicas.

Virgílio Gomes da Silva foi preso por ser um dos líderes do grupo que sequestrou o embaixador dos Estados Unidos Charles Burke Elbrick. Sérgio Corrêa era militante do grupo clandestino de esquerda Ação Nacional Libertadora (ALN). As buscas começaram depois que pesquisas feitas a pedido da família de Virgílio da Silva indicaram que o corpo dele teria sido enterrado, sem identificação, no Cemitério de Vila Formosa, na zona leste da capital paulista. Ainda não há data definida para a conclusão das investigações das ossadas encontradas.