O turista que escolheu o Rio de Janeiro para passar o Carnaval deste ano enfrentou não apenas os dias nublados e chuvosos –que duraram de sexta (4) até terça-feira (8)–, mas também os preços mais caros nos serviços e a falta de informações turísticas. Estas são as principais conclusões obtidas por uma pesquisa realizada pela UniverCidade e a Fundação Cesgranrio, sob a orientação técnica do site Consultoria em Turismo.
O objetivo era traçar o perfil do turista estrangeiro que visita a capital fluminense durante o Carnaval. Entre os dias 5 e 7 de março, 800 turistas foram entrevistados no centro e nos bairros do Flamengo, Copacabana, Ipanema, São Conrado e Barra da Tijuca.
Dos entrevistados, metade eram europeus, seguidos por norteamericanos (30%), sulamericanos (15%) e asiáticos (5%). Dos turistas que escolheram o destino do Rio para o Carnaval, um terço era de pessoas na faixa etária de 26 a 40 anos (32%), seguidos de jovens de 18 a 25 anos (28%), de 41 a 60 anos (25%) e idosos com mais de 60 anos (15%).
Sobre os pontos negativos encontrados na cidade, a maior parte das reclamações foi em relação ao tempo chuvoso (40%). Já os altos preços dos serviços cobrados ficaram em segundo lugar no ranking (30%). A falta de informação turística ficou em terceiro, com 20% das reclamações, e críticas sobre os serviços de táxis alcançaram 10%.
Dos pontos positivos, 35% dos entrevistados destacaram os eventos nas ruas, principalmente os blocos carnavalescos. Além disso, 30% falou bem da segurança nas áreas turísticas e outros 20% aprovaram a receptividade e hospitalidade da população anfitriã. Os guias de turismo e a gastronomia foram elogiados por 10% e 5%, respectivamente.
A pesquisa, que foi divulgada nesta quarta-feira (9), também destacou os locais turísticos mais visitados: Corcovado (55%), seguido do Pão de Açúcar (35%) e das praias (10%).
A maior parte dos turistas veio pela primeira vez ao Rio (65%), gastou entre US$ 90 e US$ 140 por dia (55%) e permaneceu entre quatro e sete dias (60%) na cidade.
O grau de satisfação também foi elevado: 85% deles afirmaram que retornariam ao Rio numa próxima ocasião.
Além disso, 60% dos turistas entrevistados vieram por conta própria e não por agências de turismo. Eles ficaram, em sua maioria, hospedados em hotéis (70%), seguido de albergues (15%), e apartamentos alugados para a temporada (3%).
Segundo estimativas oficiais da Riotur, cerca de 750 mil turistas (entre brasileiros e estrangeiros) vieram ao Rio para pular o Carnaval.