O governo brasileiro pretende usar o reconhecimento da China como economia de mercado como um trunfo na negociação comercial com o país asiático, informa reportagem de Juliana Rocha para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A Folha apurou que a ratificação desse status será posta na mesa na hora de discutir, por exemplo, a compra de aviões da Embraer. A empresa estuda fechar sua fábrica no país por causa da falta de encomendas.

Também farão parte da barganha a abertura do mercado chinês para os produtos brasileiros, a redução de barreiras comerciais, e acordos de cooperação para o desenvolvimento de tecnologias, em especial de satélites e aviões.

Como mostrou a Folha ontem, o governo chinês classificou como "lamentável" o atraso em ratificar o país asiático como economia de mercado.