Antes mesmo de completar o primeiro mês de funcionamento, o Senado (aberto no último dia 2) já recebeu 66 projetos de lei. Entre eles, chamam a atenção alguns que pedem mudanças nas leis eleitorais e de tributos. Isso reforça a tendência de dar prioridade às reformas política e tributária já no começo do governo da presidente Dilma Rousseff.
Um projeto do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) pede, por exemplo,para mudar a forma de eleição dos suplentes de senadores. Ele quer que os suplentes passem a ser os mais votados, em vez do nome indicado pelos partidos.
Ele escreveu no projeto que “o sistema atual permite a condução ao cargo de cidadãos que praticamente não disputam as eleições: os candidatos à suplência em geral são desconhecidos do eleitor, em grande parte das vezes financiadores de campanha ou familiares do titular, que não 'mostram sua cara' nas campanhas”.
Já o projeto do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) quer acabar com as alianças entre os partidos nas eleições para vereadores e deputados estaduais. Para ele, “as coligações [...] acabam por servir à colonização de um partido por outro, em desfavor da efetiva representação popular”.
Também nesse começo de mandato, o Senado recebeu pelo menos 13 projetos que tentam mudar o jeito de cobrar tributos: a maioria pede mudanças no Imposto de Renda. O senador Lindberg Farias (PT-RJ) apresentou, por exemplo, uma proposta que livra algumas pessoas de recolher o imposto em situações de emergenciais, como desastres ambientais. Já a senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM) defende incentivos fiscais para a produção de pães.
Todos esses projetos passarão por um longo processo até que finalmente sejam votados. Alguns precisarão ser aprovados pelos senadores e depois enviados para votação na Câmara dos Deputados.