Após saber que a Justiça do Reino Unido decidiu por sua extradição para a Suécia nesta quinta-feira (24), o australiano Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, afirmou serenamente que a ordem é apenas “um carimbo no processo” e não a recebe com surpresa.
- Vem como nenhuma surpresa, mas é, contudo, errada. A decisão vem como o resultado de um mandado de detenção europeu.
Assange também disse que “sempre soube” que iria ter que recorrer da decisão. Ele responde a um processo movido pela promotoria sueca por ter mantido relações sexuais sem camisinha com duas mulheres, durante uma viagem ao país europeu. Isso caracteriza, segundo as leis da Suécia, um ato de estupro.
- Nós [Assange e advogados de defesa] sempre soubemos com toda a probabilidade que teríamos de recorrer. Noventa e cinco por cento de todos os mandados de detenção europeus são bem-sucedidos.
O australiano ainda tem sete dias para recorrer da sentença. Ainda assim, a sentença do magistrado não é definitiva para o caso. O recurso poderá ser apresentado na Alta Corte de Londres, uma instância superior.
O site WikiLeaks vazou milhares de documentos americanos secretos relacionados à Guerra do Afeganistão, do Iraque e telegramas da sua diplomacia, enfurecendo o governo.