O dólar opera com ligeira desvalorização, enquanto os investidores aguardam a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, entre eles o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) referente a janeiro, o índice de indicadores antecedentes e a variação semanal nos pedidos de seguro-desemprego.

Cabe lembrar ainda que o mercado segue atento ainda à atuação do Banco Central para conter a alta do real, o que tem limitado o espaço para a desvalorização do dólar, apesar do forte fluxo de recursos ao país.

Entre as notícias relevantes do dia, o Plenário aprovou ontem à noite, em votação simbólica, o salário mínimo de R$ 545, com vigência a partir do mês seguinte ao de publicação da futura lei. Até essa data, valerão os R$ 540 estipulados pela Medida Provisória 516/10. O Projeto de Lei 382/11, do Executivo, ainda precisa ser analisado pelo Senado.

Por volta das 10h20, o dólar comercial registrava queda de 0,05%, a R$ 1,669 na compra e a R$ 1,671 na venda.

No mercado futuro, o contrato de março negociado na BM&F recuava 0,02%, a R$ 1,673.

No mercado de câmbio externo, as moedas estão 'andando de lado', no jargão do mercado. O dólar está perdendo de algumas divisas e ganhando de outras. Há pouco, o euro tinha desvalorização de 0,10% em relação à moeda americana, cotado a US$ 1,355.

Nas bolsas, em Wall Street, os índices futuros operavam com ligeira queda, instantes atrás. Na Europa, o londrino FTSE-100 registrava estabilidade, enquanto o CAC-40, de Paris, declinava 0,08% e o DAX, de Frankfurt, 0,06%.

Hoje o presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, vai falar em audiência na Comissão de Assuntos Bancários do Senado. O texto preparado para seu discurso diz que a autoridade monetária está trabalhando 'com rapidez' para implantar a mudança da regulação financeira dos EUA.

'O Ato Dodd-Frank é um grande passo em direção à regulamentação financeira', sustentou Bernanke, que não citou a perspectiva para a política monetária ou para a economia.

Ele vai ao Congresso acompanhado de outras autoridades regulatórias do setor financeiro, como a presidente do FDIC, Sheila Bar, e da Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA), Mary Schapiro, para falar do progresso da implementação da lei de regulamentação financeira, assinada em julho pelo presidente Barack Obama.

A lei, conhecida como Ato Dodd-Frank, cria um departamento do consumidor abrigado no Fed, um conselho de autoridades reguladoras para monitorar as empresas devido a risco sistêmico à economia e mecanismos para liquidação de grandes empresas financeiras cuja quebra pode ameaçar a estabilidade econômica.