A rede de farmácias públicas e as drogarias particulares conveniadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular, do governo federal, oferecem desde segunda-feira (14) medicamentos gratuitos para o tratamento de hipertensão e diabetes. A iniciativa vai beneficiar 33 milhões de brasileiros que sofrem de pressão alta e 7,5 milhões de diabéticos no país, segundo o Ministério da Saúde. Para quem vive em Belo Horizonte, capital mineira, outra novidade é que o número de farmácias da rede federal vai subir de três para 12 até o fim do ano que vem.
A procura pelos medicamentos no primeiro dia em que foram oferecidos de graça foi tranquila em Belo Horizonte. Nas três farmácias da rede própria, 398 usuários foram atendidos e 1.994 cartelas de remédios, distribuídas. Já no Rio de Janeiro, portadores das doenças enfrentaram longas filas. Na Central do Brasil, a espera chegou a durar uma hora.
Segundo a farmacêutica Annaline Cid, da unidade da Farmácia Popular no Barro Preto, na região centro-sul de BH, qualquer cidadão pode lançar mão do benefício da gratuidade. Basta apresentar a receita médica com validade de até 120 dias, um documento com foto e o CPF. A exigência é um procedimento de segurança para evitar a entrega de remédios sem necessidade e a automedicação.
Beneficiados
Na segunda-feira, o aposentado Antônio Martins, 63 anos, foi um dos beneficiados pela iniciativa em Belo Horizonte. Ele, que sofre de diabetes e hipertensão, se dirigiu até a Farmácia Popular do Barro Preto, na Região Centro-Sul da capital, e recebeu quatro remédios diferentes, todos de graça.
- Esse projeto é bom e vai ajudar muita gente. Eu mesmo sempre procuro a Farmácia Popular primeiro. Só se não encontro o produto que preciso, vou a uma farmácia normal. Para se ter uma ideia, só na segunda-feira, economizei cerca de R$ 80 com remédios. Se fosse comprar os produtos em uma farmácia particular, encontraria preços exorbitantes.
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A funcionária pública aposentada Maria Madalena Álvares, 66 anos, também saiu da Farmácia Popular satisfeita. Dos seis remédios que ela precisava, cinco foram gratuitos.
- Tenho pressão alta e diabetes e preciso de vários tipos de remédios. Encontrei quase todos aqui e estou muito feliz. Minha despesa com remédios era alta antes desse projeto e agora a tendência é diminuir bem.
A diarista Maura Daura Lima Rocha, 65 anos, que é diabética, também elogiou a iniciativa do programa federal, mas diz que o benefício poderia se estender para outras enfermidades.
- As doenças são diversas e a população precisa muito de medicamentos. Os governantes estão no caminho certo, mas devem ampliar a oferta de produtos gratuitos.
Duas das novas unidades de BH entrarão em funcionamento em 2011, uma na região norte e a outra na noroeste, segundo o secretário municipal de políticas sociais, Jorge Nahas.
- A ampliação do serviço significa mais facilidade de acesso da população à farmácia, o que também garante mais qualidade de vida. A gratuidade na oferta dos medicamentos é um marco na história do programa que tem beneficiado milhares de pessoas.
Minas Gerais conta hoje com 2.800 farmácias que oferecem os remédios grátis e uma lista de outras 98 fórmulas, além de preservativos, a preços acessíveis. Por meio do sistema, muitos custam até 90% menos que o valor de tabela. Desse total de estabelecimentos, 51 unidades são da rede própria do governo. No país, 15.069 farmácias e drogarias participam do programa. Em princípio, podem ser conseguidos, de graça, 14 remédios. Três para o diabetes e 11 destinados ao tratamento e controle da hipertensão.
Segundo o Ministério da Saúde, desde a criação, em 2004, do programa Aqui Tem Farmácia Popular, 1,3 milhão de pessoas foram beneficiadas em todo o país. O orçamento do governo federal para o programa é de R$ 470 milhões por ano.