Após a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil, o jornal britânico “Financial Times” publicou em seu site uma reportagem analisando a desigualdade entre homens e mulheres no setor privado do País.

O diário chega a duas conclusões: nos cargos relativamente altos, essa diferença está diminuindo, mas nos cargos mais elevados, de presidente de empresa, membro de conselho de administração e diretoria, a presença da mulher ainda está bem aquém de países desenvolvidos.

Enquanto na Noruega 44% do quadro de diretores das empresas são compostos de mulheres, no Brasil esse dado é de apenas 8%.

Mesmo quando chega lá, a mulher sente que é tratada de modo diferente. A presidente da rede de hotéis Blue Tree Towers, Chieko Aoki, disse ao “FT” que às vezes achava que era convidada para participar de conselhos de administração unicamente porque as empresas tinham uma “cota” informal de mulheres.

“Eles tentavam me fazer perguntas muito fáceis [nos conselhos de administração]. Mas eu não gostava disso. Queria ser tratada com igualdade”, disse Aoki, cuja empresa hoje administra 30 hotéis e emprega 4.000 pessoas.