Um veterano em negociações no Congresso desdenha da ameaça do governo de retaliar aliados que votarem por salário mínimo superior a R$ 545, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
"Quero saber se o ministro Carlos Lupi [Trabalho] vai cair, já que o PDT, partido dele, liderou o movimento pelos R$ 580", afirma.
No Planalto, admite-se que dificilmente Lupi sofreria abalo na esteira deste primeiro teste.
Mas os palacianos lembram que há vários pedetistas na fila por cargos no governo. É o caso de Osmar Dias (PR).
Ontem, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), confirmou a intenção de votar o novo valor do mínimo na próxima quarta-feira (16), em sessão extraordinária.
A votação deverá ser precedida de um amplo debate em comissão geral.
A presidente Dilma Rousseff encaminhou durante a semana o projeto que define o novo piso salarial. O governo já havia anunciado que, no documento, o valor é de R$ 545.
Três emendas devem ser apresentadas durante o debate sobre o assunto: uma de R$ 600, dos tucanos, uma de R$ 580, das centrais, e a de R$ 560 --que seria fruto de um acordo entre partidos da oposição e setores do governo, como PDT e PV.
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