Centenas de operários da obra do Conjunto Brisa do Lago interromperam nesta manhã de terça-feira (08), um trecho da rodovia AL-115, saída de Arapiraca sentido Lagoa da Canoa. Os trabalhadores cobram o pagamento de seus salários que receberam com descontos altíssimos e sem justificativas.

Eles denunciaram membros da segurança existente na obra, que ameaçaram vários trabalhadores, colocando que se eles denunciassem algo seriam punidos severamente pelos seguranças do conjunto.

Eles colocaram ainda que seguranças andam armados no conjunto e intimidam a todos. Outra reclamação que pesa sobre a empresa Engenharq, é a alimentação oferecida ao pedreiros e serventes. Eles alegam que é de péssima qualidade, além da água utilizada ser imprópria para consumo.

Representantes da empresa compareceram ao local do protesto e garantiram que irão pagar os descontos efetuados em salários de alguns profissionais que faltaram o serviço, mesmo assim terá o valor reposto.

Sobre acusações relacionadas às ameaças sofridas pelos trabalhadores, o Sargento da Policia Militar identificado por Acácio, relatou que não houve nenhum tipo de ameaça e que um furto a um armário de um dos profissionais que trabalha na obra foi o motivo para tal interpretação.

A Polícia Militar foi acionada para conter os ânimos dos trabalhadores do conjunto brisa do Lago, onde cerca de 1900 casas serão entregues brevemente a milhares de pessoas que se cadastraram na prefeitura Municipal de Arapiraca.

Em setembro do ano passado, uma equipe de fiscalização do Ministério Público do Trabalho e da Superintendência do Trabalho e Emprego encontrou centenas de operários trabalhando de forma escravo, na empresa de construção civil Engenharq em Arapiraca.

Ficou constatado no canteiro de obra pela equipe de fiscalização que 300 carteiras profissionais dos trabalhadores estavam retidas há mais de quatro meses. Apesar do tempo, as carteiras não estavam assinadas pela empresa de construção civil.

Os operários ouvidos pela comissão denunciaram que a empresa não realizou exames médicos nos alojamentos, não existe água potável, tampouco armários para a guarda dos pertences dos operários.

Os trabalhadores denunciaram as péssimas condições de higiene dos banheiros e que as refeições servidas são de péssima qualidade. A ação no canteiro de obra da empresa em Arapiraca que está construindo casas populares do Projeto Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal faz parte do programa de combate às irregularidades trabalhistas na indústria da construção civil do Ministério Público do Trabalho.