A agremiação Acadêmicos do Grande Rio voltou a Cidade do Samba na manhã desta terça-feira (8) para traçar um plano do que vão fazer para reconstruir os carros alegóricos e fantasias que foram destruídos no incêndio nessa segunda (7). "Não queremos pena. Sabemos que o fogo não nasceu no nosso barracão. Somos vítimas", declarou o carnavalesco da escola, Cahê Rodrigues.

"Estamos tentando retirar força de onde não existe. O que sobrou foi a garra da comunidade. Todas as nossas fantasias, cerca de 3000 foram queimadas. Vamos reconstruir do zero, com dignidade", afirmou.

O carnavalesco disse ainda que o público não pode esperar um espetáculo da escola e contou que, dos que estavam escalados para entrar na avenida, todos estarão com a escola. "O que conseguirmos construir fora do barracão, vamos levar para Sapucaí. Respeitando o nosso enredo e o nosso samba", disse.

Além das fantasias e carros alegóricos, a Grande Rio perdeu parte de sua memória. Troféus, documentos e itens do museu da agremiação também foram destruídos pelo fogo.

Nessa segunda-feira (7), um incêndio de grandes proporções atingiu a Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, e destruiu os barracões da Portela, Grande Rio, União da Ilha e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa).