Promotores cubanos tentarão conseguir uma condenação de 20 anos de prisão para o funcionário norte-americano Alan Gross, acusado de espionagem num caso que congelou as já tensas relações entre Cuba e Estados Unidos, afirmou o jornal Granma, do Partido Comunista, em sua edição online na sexta-feira.

Em comunicado oficial, o jornal disse que Gross era acusado de "Atos Contra a Independência e Integridade Territorial do Estado" e que diplomatas norte-americanos foram avisados sobre da acusação.

O jornal afirmou que uma data para o julgamento deve ser agendada em breve para Gross, que está preso desde dezembro de 2009.

Os Estados Unidos disseram que Gross estava apenas fornecendo equipamentos de comunicação por satélite e acesso à Internet a grupos judeus em Cuba e que não era um espião. Ele trabalhava num programa norte-americano para promover a mudança política em Cuba, o que, para o governo comunista da ilha é uma subversão.

Washington já pediu sua libertação e disse que não haveria grandes mudanças nas relações diplomáticas até que Gross, de 61 anos, fosse libertado.