Técnicos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e da empresa responsável pelas obras do conjunto habitacional Santa Maria iniciaram, nesta sexta-feira (21), o trabalho de vistoria técnica nas casas desocupadas no conjunto. Cerca de 180 imóveis haviam sido invadidos e foram desocupados pacificamente, após longo trabalho de diálogo entre as famílias invasoras e representantes da Justiça e do Estado.

A vistoria técnica vai permitir a produção de um relatório com o levantamento dos possíveis danos materiais causados aos imóveis, etapa essencial para o reinício das obras. De acordo com o assessor Especial da Seinfra, Leonardo Bitencourt, a previsão é que, a partir do reinício dos trabalhos, as 311 casas ainda em construção comecem a ser entregues dentro de 90 dias.

O conjunto Santa Maria é mais uma ação habitacional executada pelo governo estadual e integra o Projeto de Urbanização Integrada da Orla Lagunar. O conjunto possui 821 casas, das quais 510 já foram entregues aos legítimos cadastrados no projeto. O cadastro foi realizado em 2007 e contempla moradores de áreas precárias à beira da Lagoa Mundaú, em Maceió.

Desocupação pacífica
O trabalho de desocupação pacífica das casas invadidas no conjunto habitacional Santa Maria, próximo ao Eustáquio Gomes, foi praticamente concluído nesta sexta-feira. As famílias que ocupavam irregularmente os imóveis retornaram para o interior do Estado e para diversos bairros de Maceió.

De acordo com informações reunidas pela empresa executora da obra, que cedeu veículos de carga para o transporte de móveis e eletrodomésticos, as famílias retornaram para os municípios de Messias, Rio Largo, Arapiraca, Atalaia, Marechal Deodoro e União dos Palmares.

Outras famílias também retornaram para os seguintes bairros e comunidades de Maceió: Clima Bom, Rosane Collor, Benedito Bentes, Village Campestre, Cruzeiro do Sul, Cleto Marques Luz, Eustáquio Gomes, Forene, Santos Dumont, Gama Lins e Serraria. De acordo com as mesmas informações, somente 14 famílias solicitaram transporte para os bairros do Vergel do Lago e do Trapiche.

Para Leonardo Bitencourt, a desocupação reforça o trabalho sério que o governo estadual realiza no setor habitacional em Alagoas. “Temos um déficit habitacional muito grande em nosso Estado e não podemos ceder a este tipo de pressão. Precisamos cumprir o compromisso firmado com as famílias cadastradas”, destacou Bitencourt.