A comissão do Comércio Internacional do Parlamento europeu aprovou o pacto entre a União Europeia (UE) e 11 nações da América Latina, e assim encerrou a histórica "guerra da banana" com a redução dos impostos alfandegários das importações da fruta pelo mercado europeu.

O acordo oficializado no final de 2009 em Genebra foi assinado pela UE, Estados Unidos, Brasil, Equador, Colômbia, Costa Rica, Panamá, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Peru e Venezuela.

Segundo o compromisso, a tarifa da banana da América Latina foi reduzida, partindo de 176 euros por tonelada, para chegar em 148 euros e depois diminuir até 114 euros por tonelada, em um prazo aproximado de oito anos.

Além disso, os deputados europeus aprovaram um relatório no qual pediram à Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) que avalie o efeito que a baixa da tarifa da banana latino-americana possa ter na renda dos produtores europeus, como os espanhóis das Canárias.

O voto desta segunda-feira supõe mais um passo rumo à ratificação do acordo de Genebra por parte da UE.

Na prática, a regra começou a aplicar-se de forma provisória e alguns Estados latino-americanos já lhe deram a aprovação formal.

O pacto será examinado pelo plenário da Eurocâmara em fevereiro e depois, aprovado definitivamente pelo Conselho de ministros da UE e assim será transmitido à Organização Mundial do Comércio (OMC) para sua revisão final.

Sua importância política significa o compromisso da UE frente aos mais de 16 anos de disputas pelo seu regime para a importação da fruta da América Latina.